Na América – Susan Sontag

Estou lendo esse livro e resolvi extrair alguns trecho dele que eu realmente gostei.

Eu conheci a autora esse ano, já tinha ouvido falar dela anteriormente, mas só tive vontade de lê-la quando li uma certa frase sua “Sei o que quero para a minha vida…Quero fazer tudo…”, senão me engano ela escreveu isso aos dezesseis anos, depois de sua primeira experiência homossexual.

Essa frase foi uma injeção de adrenalina no meu peito e me fez querer engolir o mundo de uma vez, me fez querer viver a minha vida!

E agora Na América chegou em minhas mãos, e com raciocínios pessoais aqui e ali, Susan consegue me mostrar muitas coisas dela que eu vejo em mim.

(…) um ato de maus modos que em geral não posso pôr em prática porque, provavelmente, suscita um olhar fixo, em resposta. (…) como tantas crianças solitárias, muitas vezes desejei ser invisível, para poder observar melhor – quero dizer, para não ser observada. pág. 27, sobre ficar observando as pessoas.

(…) quase tudo de bom parece estar no passado, talvez isso seja uma ilusão, mas me sinto nostálgica em relação a todas as épocas anteriores ao meu nascimento; e nós nos sentimos mais livres das inibições modernas, talvez porque não tenhamos nenhuma resposabilidade pelo passado. pág. 35

Se houver gritos, ou melhor, urros, e você vir algo como uma cama, pode torcer para que não seja o aposento onde alguém está sendo torturado, mas sim onde alguém está dando à luz, embora os sons também sejam insuportáveis. Você pode torcer para estar entre pessoas de coração generoso, paixão é uma coisa maravilhosa, e assim é também o entendimento, vir a entender alguma coisa, e isso é uma paixão, e isso é também uma viagem. pág.40

Ás vezes, a pessoa precisa levar um verdadeiro tapa na cara para fazer aquilo que tem vontade de fazer.

Quando a vida nos esbofeteia, aí então dizemos: isto é a vida.

Sentimo-nos fortes. Queremo-nos sentir-nos fortes. O importante é ir em frente.

(…)

Ofender-se significa ser fraco – assim como querer saber se se é feliz ou não. pág 45

Eu gosto de idéias. pág. 64

(…) ” que posso triunfar por simples obstinação, empenhando-me mais a fundo do que qualquer outra pessoa.” pág. 65

” É bom ser feliz, mas é vulgar querer ser feliz. E se você é feliz, é vulgar saber que é feliz. Isso nos deixa complacentes. O importante é o respeito próprio, que só será seu se você permanecer fiel aos seus ideais.” pág. 66

” Eu tento realmente dominar meus sentimentos, acredite!”

Comece muito por cima, e você não terá mais aonde ir. pág. 68

(…) não é que Maryna fosse de fato religiosa, exceto quando atormentada (…). pág 73

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1 comentário

Arquivado em Livros

Uma resposta para “Na América – Susan Sontag

  1. Márcio

    aaaaaaaah

    conheci a susan na faculdade, esse semestre

    a mulher é foooda

    a estética do silência dela é o que há

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